Ver um pai, uma mãe ou um avô perder a capacidade de tomar decisões é uma das situações mais delicadas que uma família enfrenta. Quando isso acontece, por causa de Alzheimer, demência ou outra condição grave, surge a dúvida: como proteger legalmente quem já não pode se cuidar sozinho? A resposta, na maioria dos casos, passa pela curatela.
É comum ouvir a expressão interditar um familiar. Hoje, o foco da lei é a curatela, uma medida de proteção. Desde o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a Lei 13.146/2015, a curatela passou a ser entendida como medida extraordinária e proporcional, limitada aos atos de conteúdo patrimonial e negocial. Ou seja, ela protege sem retirar da pessoa mais do que o necessário.
De forma geral, o processo de curatela segue estas etapas:
Há situações em que decisões precisam ser tomadas de imediato, como movimentar contas para custear tratamento. Nesses casos, é possível pedir a curatela provisória por liminar, para dar amparo legal ao familiar responsável enquanto o processo definitivo tramita.
A curatela não é sobre tirar a autonomia de alguém. É sobre proteger quem amamos quando a vida cobra decisões que essa pessoa já não consegue tomar. Conduzir isso com cuidado faz toda a diferença para a família.
Nem sempre a curatela é o único caminho. Para quem ainda tem discernimento, mas quer apoio em certas decisões, a lei prevê a tomada de decisão apoiada, no artigo 1.783-A do Código Civil. É uma medida menos ampla, pensada para preservar ao máximo a vontade da pessoa.
Escolher entre curatela e tomada de decisão apoiada depende do grau de autonomia do familiar, e essa avaliação deve ser feita caso a caso, com base nos laudos e na realidade da família.
O curador costuma ser alguém próximo do familiar, como cônjuge, filho ou outro parente que tenha condições de zelar por ele. Ao assumir a função, o curador passa a ter deveres importantes, entre eles:
Esses deveres existem para proteger a própria pessoa curatelada. Entender essa responsabilidade desde o início ajuda a família a exercer a curatela com tranquilidade e segurança.
Se você precisa amparar legalmente um familiar idoso ou incapaz, No Caire & Caravelli Sociedade de Advogados, em Belo Horizonte, atuamos em Direito Civil e Sucessões com linguagem clara e sem juridiquês. Se preferir, fale conosco pelo WhatsApp para uma primeira conversa e uma análise do seu caso, sem compromisso.
Este conteúdo tem caráter meramente informativo e não constitui consulta jurídica, oferta de serviços nem promessa de resultado, em conformidade com o Provimento 205/2021 e o Código de Ética e Disciplina da OAB. Cada caso exige análise individual.
Conteúdo informativo, sem oferta de serviços, captação de clientela ou promessa de resultado (Provimento 205/2021 da OAB). Cada caso exige análise individual.